Mostra Visões

Mostra Visões – Darks Miranda (1)

5 de agosto – quarta-feira

19h30 – CINE SANTA TEREZA
Cena do filme

Toda cor abandonada é violenta

(2014, 13′)

Desato meus braços.

Cena do filme

A figura da quimera seria mais adequada

(Darks Miranda, Juno B., 2023, 15’34”)

Morcegos capturados para experimento bélico são lançados no espaço. Ao adentrar no desconhecido de cavernas subterrâneas, transmutam-se em quimeras.

Cena do filme

Uma noite perigosa na ilha de Vulcano

(2022, 40’34”)

É noite, e algo pode surgir em Vulcano.

Mostra Visões – Carolina Fusilier e Miko Revereza

6 de agosto – quinta-feira

17h45 – CINE SANTA TEREZA
Cena do filme

El Lado Quieto

(2021, Filipinas e México, 70’)

Na costa do Pacífico do México, encontra-se a ilha de Capaluco. Outrora um movimentado resort de férias que recebia navios de cruzeiro de passagem, hoje está deserta, sem presença humana. Uma curiosa criatura marinha emerge da água após ter percorrido a forte corrente vinda das Filipinas. O Siyokoy navega pelas ruínas arquitetônicas da ilha, interagindo com os sons espectrais. Uma espécie de ficção científica incorporada a um documentário, El Lado Quieto especula sobre os futuros habitantes das ruínas arquitetônicas.

Mostra Visões – Friedl vom Gröller (1)

8 de agosto – sábado

19h30 – CINE SANTA TEREZA
Visões: Friedl vom Gröller (1)

Cena do filme

Psychoanalyses without Ethics

(Psicanálise sem ética, 2005, 16mm, 3’)

Sinopse: “O tema deste curta-metragem é a relação entre o psicanalista e o paciente. A cineasta interpreta o papel da analista, uma função que ela conhece da vida real. O cenário do filme é o estúdio que ela utiliza para a Escola de Cinema Independente, o qual ela simplesmente transforma em um consultório de psicanálise.” (Dietmar Schwärzler)

Cena do filme

Vue Tactile (Four Women)

(Vista Tátil (Quatro Mulheres), 2006, 16mm, 3’)

Sinopse: “Um filme que é como um soco no estômago. O fotógrafo cego Evgen Bavčar examina os corpos de quatro mulheres. As expressões e os gestos delas dizem mais do que mil palavras.” (Dietmar Schwärzler)

Cena do filme

Le Baromètre, Laurent, Herachian

(O Barômetro, Laurent, Herachian, 2004-2007, 16mm, 9′)

Sinopse: “Para O Barômetro, Laurent, Herachian Friedl vom Gröller convidou três desconhecidos para seu pequeno apartamento em Paris. Ela surpreendeu esses três homens com um strip-tease e registrou suas reações.” (Dietmar Schwärzler)

Cena do filme

Winter in Paris

(Inverno em Paris, 2018, 16mm, 3’)

Sinopse: “Assim como outro de seus “filmes de Paris” – 66, rue Stephenson –, Inverno em Paris começa com uma tomada interior – ou, para ser mais preciso, uma natureza morta do parapeito de uma janela. Mas a câmera não está interessada em se deter por muito tempo em objetos imóveis e, com um movimento lento, porém decisivo, segue em direção aos andaimes do lado de fora, onde há coisas mais emocionantes para serem observadas e mostradas.” (Dietmar Schwärzler)

Cena do filme

Palmer

(Palmer, 2023, 16mm, 3’)

Sinopse: “Aqui, o ato de se despir, como um ato erótico prolongado com grande destreza manual, combina-se com o cenário experimental pedante de um filme educativo destinado a revelar material factual. A marca falsa da cueca, “Palmer” (uma referência à Palmers, fabricante austríaca de têxteis de preço mais elevado, especializada em roupas íntimas, lingerie e trajes de banho), indica imediatamente a origem social do homem, que é apresentado de forma anônima e fragmentária, apenas pela região íntima entre o umbigo e acima do joelho.” (Dietmar Schwärzler)

Cena do filme

Spitting

(Cuspindo, 2000, 2’)

Sinopse: “O jovem que cospe caroços de cereja, com a ajuda de um cúmplice fora de cena, tenta acertar a lente da câmera com um deles. Várias emoções ficam evidentes ao longo do caminho rumo a um determinado objetivo: esforço, fracasso e, por fim, sucesso. Um filme alegre e descontraído.” (Friedl vom Gröller)

Cena do filme

Untitled 1981

(Sem Título 1981, 2000, 5’)

Sinopse: “Um filme sobre prostituição, sobre desejo feminino desorientado, sobre a dificuldade de satisfazer sexualmente o corpo e a alma na mesma medida. É enquadrado um quarto em um hotel que aluga quartos por hora, juntamente com um casal e os olhares de 170 homens, filmados em estilo documental.” (Friedl vom Gröller)

Cena do filme

Paris June 2009

(Paris Junho 2009, 2009, 16mm, 3’)

Sinopse: “No curta-metragem de Gröller, que não faz nada para esconder a excitação, o erotismo carregado de romantismo se transforma em uma forma suave, mas indisfarçável, de pornografia. O ato sexual é finalmente realizado com um vibrador; não ocorre ereção.” (Dietmar Schwärzler)

Cena do filme

Im Wiener Prater

(No Prater vienense, 2013, 16mm, 3’)

Sinopse: “[…]No entanto, em vez dos close-ups de detalhes anatômicos e da sexualização associada a eles, o que é realmente “perturbador” em No Prater vienense é o olhar imposto ao espectador: essa mulher olha para nós, questionadora e autoconfiante — isso sim é puro cinema de atração.” (Naoko Kaltschmidt)

Cena do filme

Boston Steamer

(Boston Steamer, 2009, 16mm, 3’)

Sinopse: “Boston Steamer parte da ideia inusitada de que o cu de Deus fica visível durante a lua cheia, sendo a própria bola redonda. E Friedl vom Gröller não poupa o público do processo natural de evacuação — o grupo artístico Gelitin em ação. Pelo contrário, Gröller parece determinada a tornar visível um tabu, conectando-se assim às raízes do Acionismo vienense (Wiener Aktionismus).” (Dietmar Schwärzler)

Mostra Visões – Darks Miranda (2)

9 de agosto – domingo

16h30 – CINE SANTA TEREZA

Cena do filme

A maldição tropical

(2016, 13’19”)

Uma fricção entre dois projetos de nação forjados para o Brasil em meados do século XX: um imaginário tropical, personificado por Carmen Miranda e um modernismo tardio que se instaurou no Brasil no fim dos anos 50 e no início dos 60, corporificado no Rio de Janeiro pelo Parque do Flamengo.

Cena do filme

Zona abissal

(2020, 13’33”)

Um ser híbrido surge da exploração do látex e tenta sobreviver em meio à destruição do mundo como conhecemos, junto a outros seres reais e imaginados, agarrando-se ao que ainda pode existir depois do fim.

Cena do filme

Ovo

(2026, 9’14”) *Estreia mundial

Filme de found footage que narra em imagens do surgimento de um ovo cósmico ao nascimento de um ser.

Cena do filme

A ilha

(2023, 17’56”)

Nos meus sonhos as telas são feitas de carne.

Mostra Visões – Friedl vom Gröller (2)

9 de agosto – domingo

17h45 – CINE SANTA TEREZA
Visões: Friedl vom Gröller (2)

Cena do filme

Erwin, Toni, Ilse

(Erwin, Toni, Ilse, 1968-1969, 35mm, 11’)

Sinopse: “Tematicamente, os filmes de Friedl Kubelka estão intimamente relacionados com seus trabalhos fotográficos, que consistem em retratos. Em 1968, ela começou a trabalhar com cinema, produzindo seu primeiro esboço sobre três pessoas. Os três protagonistas aparecem em diversos ambientes aquáticos em Viena, no Canal do Danúbio ou no próprio rio Danúbio. As passagens finais antecipam a abordagem posterior de Kubelka ao cinema: o retrato cinematográfico, que dispensa a linguagem e um enredo propriamente dito.” (Hemma Schmutz)

Cena do filme

27.12.2013 St. Louis Senegal

(27/12/2013 São Luís Senegal, 2014, 16mm, 3’)

Sinopse: “No filme, dois movimentos que se alimentam mutuamente se sobrepõem por meio de dupla exposição: uma panorâmica em câmera lenta por uma enorme praça, que parece um campo de futebol improvisado, cercada por prédios e alguns degraus de pedra; e retratos que percorrem, de pessoa em pessoa, um homem idoso e vários jovens que olham diretamente para a câmera.” (Madeleine Bernstorff)

Cena do filme

Adama Diouf

(Adama Diouf, 2014, 16mm, 3’)

Sinopse: “Adama Diouf é um conhecido, um vizinho e um acadêmico, um prefeito não oficial de Ziguinchor, no sul do Senegal. O professor de filosofia, fortemente influenciado pela literatura existencialista francesa, é muito conhecido e altamente estimado na cidade. ” (Madeleine Bernstorff)

Cena do filme

Parents (Mother/Father)

(Pais – Mãe/Pai, 1997-1999, 16mm, 5’)

Sinopse: “Neste trabalho, a situação da filmagem, tal como vivida pelo sujeito e pelo cineasta, fica mais claramente visível na expressão facial da mãe — que passa de carinhosa a magoada —, a quem, no final, desconsidera a orientação do cineasta e desaparece da cena. A variedade nas reações dos personagens fica evidente pela maneira como o pai, que não demonstra seus sentimentos, “aguenta firme”. Enquanto isso acontece, o espectador é deixado sozinho para lidar com esse desconforto.” (Friedl vom Gröller)

Cena do filme

Peter Kubelka und Jonas Mekas

(Peter Kubelka e Jonas Mekas, 1994, 16mm, 3’)

Sinopse: “Posso filmar um retrato duplo de vocês?”. E então fui até o Peter, com quem não falava há três dias porque estávamos brigando, e dei um beijo nele. Na verdade, foi algo bem calculado, porque o Peter sempre achava que era ele quem tinha que dar o primeiro passo para a reconciliação e que eu nunca fazia isso — e ele estava totalmente certo quanto a isso. Então pensei: vamos nos reconciliar na frente da câmera. Dá para ver como ele se endireita e fica bastante satisfeito durante a filmagem. (trecho de uma entrevista com Friedl vom Gröller)

Cena do filme

Heidi and Friedl

(Heidi e Friedl, 1970, 16mm, 3’)

Sinopse: “A fotógrafa e amiga de longa data Heidi Harsieber e Friedl vom Gröller aparecem em um retrato antigo e muito encantador, no qual as jovens se entregam por completo a uma encenação sedutora da beleza — uma abordagem que foi sendo gradualmente abandonada ao longo dos anos seguintes.” (Dietmar Schwärzler)

Cena do filme

Passage Briare

(Passagem Briare, 2009, 16mm, 3’)

Sinopse: “Uma mulher, um homem, um sorriso. Eles estão sentados ao sol, e o que os une é a verdadeira surpresa do filme: um gesto natural que, para os outros, provavelmente é um tabu. Cabe ao próprio filme revelar qual é esse gesto. O humor anárquico de Passage Briare liberta o espectador, por um breve e belo momento, do medo de envelhecer” (Maya McKechneay)

Cena do filme

Eat

(Comer, 1996, 16mm, 3’)

Sinopse: “ Em Eat (1996), você toma café da manhã com os pés apoiados na mesa, vestindo apenas sutiã e calcinha. Depois de comer, você tira a dentadura, lambe-a e a coloca de volta. Enquanto faz isso, olha diretamente para a câmera, como se pedisse a um espectador imaginário que reagisse. É uma brincadeira com a forma como você é percebida pessoalmente, como você se percebe, com as formas de comportamento social e com os papéis que você gosta de subverter. “Contra a conformidade”, “contra as regras” — dois dos seus lemas. “Vamos nos comportar mal”, por assim dizer. “(Dietmar Schwärzler)

Cena do filme

I don´t want to be filmed but rather shoot myself

(Eu não quero ser filmada, prefiro filmar eu mesma, 2023, 16mm, 4’)

Sinopse: “No início do filme, há uma objeção que é expressa duas vezes – e traduzida deliberadamente de forma ambígua. Podemos especular que essa objeção poderia ter desencadeado uma conversa animada sobre o que significa retratar um cineasta em imagens em movimento. Na verdade, Eu não quero ser filmada, prefiro filmar eu mesma surgiu espontaneamente durante uma visita ao estúdio. Christiana Perschon foi até lá com a intenção de dar continuidade à sua série de retratos colaborativos de uma geração mais velha de artistas mulheres com Friedl vom Gröller.”

Cena do filme

Das Rad

(A roda, 2021, 16mm, 3’)

Sinopse: “Ao mesmo tempo em que políticos, corporações e ações estão acelerando suas rodas, ocorre um aceleramento de rodas agradável e divertido. Adormecer, sonhar, acordar, nuvens flutuantes e colinas crepusculares também fazem parte do ritmo que pertence a outro mundo. Não nos esqueçamos disso.” (Friedl vom Gröller)